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TV Mulher (1980)

TV Mulher foi um programa de televisão voltado para o público feminino produzido e exibido pela Rede Globo entre os anos de 1980 e 1986. Era levado ao ar pela manhã, de segunda a sexta-feira, e teve diversos tempos de duração, quadros e apresentadores ao longo de sua trajetória; com Eduardo Mascarenhas, Leiloca, sob direção de Nilton Travesso e teve como madrinha a eterna Elis Regina.

A composição mais marcante de equipe do TV Mulher é a primeira, com Marília Gabriela, Ney Gonçalves Dias, Ala Szerman, Xênia Bier, Marta Suplicy e Clodovil Hernandez e com a participação de Zora Yonara. Algumas capitais brasileiras tinham quadros locais. No Rio Grande do Sul, pela TV Gaúcha (hoje RBS TV), os apresentadores eram Balala Campos e José Paulo Bisol. Nos últimos meses, assumiu o programa a apresentadora Maria do Carmo Bueno.

Uma parte do programa apresentava compactos de telenovelas da emissora, a exemplo da sessão Vale a Pena Ver de Novo, que ia ao ar à tarde. Entre as reprises dentro do TV Mulher, Irmãos Coragem, Ciranda de Pedra e Chega Mais.

Entre os apresentadores, também passaram pelo programa nomes como César Filho, Amália Rocha, Irene Ravache , Esther Góes e Marilu Torres.

O editor/chefe de Jornalismo do TV Mulher no Rio era Acyr Fonseca e os quadros "Comportamento" com Eduardo Mascarenhas, Astrologia com Leiloca, "Moda Mulher" e "Claquete" com Hildegard Angel. Dirigidos e editados por Cesar Miranda Ribeiro e produzidos por Elaine Salles.

Um momento histórico se deu quando o apresentador Ney Gonçalves Dias, empolgado durante um comentário, acidentalmente acertou o pé direito da mesa, com sua perna, o que fez com que se movesse um pouco, quase a derrubando. Ainda falando, Ney tentou reajustar o pé da mesa, mas acabou derrubando-a e caindo junto, tudo ao vivo.

Em pleno regime militar, em um Brasil ainda dominado pelo conservadorismo, a sexóloga Marta Suplicy sofreu muitos protestos por falar, em pleno dia, sobre orgasmo feminino e por repetir a palavra vagina. Um dos grupos foi as Senhoras de Santana que exigiu a retirada do ar o quadro da então sexóloga.[1]

Outro momento que marcou a história da TV brasileira foi quando o apresentador Clodovil resolveu abandonar o programa em pleno ar, protestando contra a apresentadora Marília Gabriela. Ney Galvão viria substituí-lo como "costureiro" do programa.

Outro momento que marcou o programa foi protagonizado por Xenia Bier, mas de modo mais teatral - ela invadiu o cenário da apresentadora Marília Gabriela e jogou moedas nela, citando Jesus Cristo em seu gesto contra os filisteus.

A abertura do programa mostrava os bastidores de uma central técnica da Globo em São Paulo, com apenas mulheres no controle, embalado pelo som da música "Cor de Rosa Choque", composta pela cantora Rita Lee. A letra era controversa, pois dizia: "Mulher é bicho esquisito, todo mês sangra..."; mas ao mesmo tempo exaltava as qualidades femininas: "...o sexto sentido maior que a razão...".

Após várias reformulações teve como último Diretor Régis Cardoso. O programa foi substituído nas manhãs globais pelo infantil Xou da Xuxa, apresentado por Xuxa. Anos mais tarde a Record colocou no ar o Hoje em Dia, programa inspirado no TV Mulher e nos programas da manhã das três emissoras americanas ABC, NBC e CBS.

Abertura Editar

Abertura TV Mulher (1980)01:41

Abertura TV Mulher (1980)

Referências

  1. A DEPUTADA É POP Revista Veja. Visitado em 26 de novembro de 1997.

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